sábado, 11 de janeiro de 2014

9 de Janeiro - Paraty, 2º dia.

Dia de conhecer mais um pouco da cidade que receberá o 5º Simpósio Internacional do Urban Sketchers.
Nada melhor que passear pelas ruas do centro histórico com seu casario colonial muito bem preservado, entrar nos diversos e variados ateliers de artistas regionais e estrangeiros que adotaram Paraty como lugar para viver.
Material de desenho e camera fotográfica a tiracolo fiz alguns sketches, sempre escolhendo uma sombra para me abrigar do sol e calor fortes.


Os passeios de barco e escuna são um dos atrativos principais do turista.
Esses dois barcos, ancorados à margem do Pereque-açú serviram de modelos e quase não consigo terminar o desenho porque não demorou muito e ambos partiram levando famílias de turistas para apreciar as ilhas da baía de Paraty.
A corrente arrastou o "Ferraz" e, como era a minha primeira experiência em desenhar barco "ao vivo", só percebi a mudança de posição quando notei uma parte do barco que havia "esquecido de desenhar".
Na realidade essa parte apareceu por causa do movimento do barco.
Tive que puxar o barco para uma posição aproximada à que havia começado desenhar e me apressar para concluir.



Gratificante também, além do prazer do desenho, é receber comentários elogiosos e de admiração das pessoas que nos vêm concentrados sobre o papel.
Conheci pessoas, adultos e crianças, que têm curiosidade e vontade de também desenhar.
Sempre incentivo todas elas e digo que é um hobby bastante agradável, relativamente barato, além de muito anti-estressante e que merece ser cultivado.




Outra "igrejinha" encantadora e simples que abordei por um angulo lateral (é mais conhecida sua vista pelo outro lado do Rio Pereque-açu).
A Igreja N. S. das Dores foi erguida em 1800 por iniciativa de senhoras da aristocracia da cidade.
Até 1820 não se encontrava concluída, tendo se constituído em uma capela da moda durante o período do Brasil Império.
Com a decadência da cidade, a igreja ficou abandonada até 1901, quando a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, composta exclusivamente por mulheres, a reformou.
Atualmente é conhecida como "Capela das Dores" ou simplesmente "Capelinha". (Wikipédia)

Enquanto desenhava, ouvia os condutores das várias "carruagens", levando turistas em um passeio cultural, e que faziam duas paradas próximas de onde eu estava.
Todos eles contavam a mesma história : uma sobre as telhas de barro feitas nas coxas dos escravos e daí a expressão "feito nas coxas" para designar coisas não muito certinhas, pois cada telha saía de um tamanho, dependendo da coxa em que ela era moldada.
Outra parada era para contar sobre a casa da esquina, pertencente ao famoso "Amyr Krink" [sic], o "navegador solitário".

2 comentários:

Blog do Paulo Ferraz disse...

Gostei desse, muito bom, clean !

Murilo S Romeiro disse...

Muito obrigado, Paulo.
Também um dos meus favoritos que fiz em Paraty.