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sexta-feira, 30 de maio de 2014

A Capela do Caracol

A Capela que me me fez a sair da rodovia, na volta de Caraguatatuba, para desenhar.
Uma capela simples, pintada de branco e detalhes azuis.
Parece até ser uma regra da região esta pintura - o branco e o azul.
Sentado na beira de uma calçada , eu comecei o desenho e logo se aproximou uma menininha , aparentando uns 3 anos, contra a vontade da mãe que a chamava de volta.
Quis saber o que eu fazia, por que, se eu iria desenhar também a sua casa, pediu pra eu desenhar uma pipa  no ar  ( na hora lembrei-me da pintura de Portinari e seus meninos ), um castelo e uma porção de outras coisas.
Ofereceu do saco de pipoca que comia, disse seu nome e depois voltou correndo pra sua mãe que insistia impaciente.
Mais tarde, quando já fazia o segundo desenho, pude ouvir os sons, pela janela da casa, de seu choro e os berros e palavrões da mãe (ainda impaciente) que a forçava a tomar um banho.
Enquanto isso uns quatro garotos brincavam com uma bola no meio da rua.
Usei papel Filipaper Diplomata 120 g/m2 - tinta caseira e  aquarela Kuretake



A foto do local:


Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Bairro Caracol - Paraibuna

Hoje, de volta da chuvosa Caraguatatuba, parei ao lado da Rodovia dos Tamoios pra desenhar uma capela que avistei. Era no Caracol, um bairro de Paraibuna.
Aproveitei e desenhei, rapidamente, o portão de entrada do pátio da capela que mostro aqui.

Usei papel Filipaper Diplomata 120 g/m2 , tinta caseira e aquarela Kuretake.
A tinta não havia secado completamente e ficaram uns pequenos borrões.


Uns garotos jogavam uma pelada na rua e me ajudaram na hora das fotos.





Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Paraibuna - Vista Parcial

Hoje termina a série de desenhos feitos nos dois dias de visita a Paraibuna.
A vontade de voltar já bate no peito. Deixei muita coisa interessante e bonita pra  trás.
Este desenho, o último , foi feito de dentro do Cemitério no cair da tarde.
Desenhar em cemitérios é tranquilo.
Tem muito lugar pra se ajeitar o material, apoio pro papel e sombras entre os túmulos e jazigos.
Escolhi uma posição de onde pudesse descortinar a rua, a igreja matriz e sua torre, um pouco das montanhas que cercam a cidade e a  moldura verde dos lados, pra arrematar o desenho.
Desta vez, por não ter muito tempo, fui direto na canetinha , sem esboço preliminar em lápis.
Usei uma canetinha nova, Faber Castell Fine Pen , ponta ultrafina e que trazia a informação : " Tinta indelével (em papel).
E eu acreditei.
Quando fui aquarelar.... borrou!
Sem tempo pra fazer outro e também porque não queria perder o que já havia feito, continuei com mais cuidado, usando pouca água, pinceladas curtas e rápidas pra aquarela não se espalhar  muito.
O resultado final, confesso, ficou muito melhor do que imaginava  quando dei a primeira pincelada de aquarela no papel  Filipaper Diplomata 120 g/m2.
Aqui está como ficou:


As fotos do dia:




Fotos @ 2014 Murilo Sergio Romeiro



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Casas da praça - Paraibuna

Mais um pouco de Paraibuna e sua praça principal.
Mais um pouco da belas fachadas das casas que circundam a praça.
Os carros estacionados se alternavam com grande frequencia. Então resolvi esboçar só as silhuetas.
O desenho foi feito com tinta caseira e aquarela sobre papel Filipaper Diplomata 120g/m2.


Fotos do dia:





Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Casarão Paraibuna

A Praça da Matriz de Paraibuna é , quase toda, rodeada por antigos casarões de belas fachadas.
O casarão que apresento hoje  chama a atenção do visitante pela  harmonia das linhas da fachada, do desenho dos janelões e da varanda lateral com suas colunas redondas , bem proporcionadas.
De acordo com o historiador, Célio Abreu Freire, herdeiro e residente do casarão, há mais de cem anos o casarão continua com a mesma família.
Na manhã do domingo, enquanto desenhava, acontecia a missa dominical na Matriz e também uma exposição de arte local ao redor do coreto, promovida pela Fundação Cultural, com a presença dos artistas e espaço de criação para as crianças.
Antes de aquarelar o desenho, fui   visitar a exposição, me apresentar aos artistas, trocar idéias e conhecimentos.
Fui otimamente bem recebido por todos, principalmente pelo Ricardo Cabral , que estava expondo e fazendo um retrato a grafite.
Quando a missa terminou e o povo saiu para a praça, eu estava aquarelando o desenho e fiquei rodeado por muitos curiosos que comentavam, elogiavam, admiravam e faziam muitas perguntas sobre o desenho.
Dentre todos, o destaque foi para o garoto Wallace, grande interessado em desenho, que, junto com um amigo, ficaram assistindo eu terminar o trabalho, com muito questionamento sobre técnica, materiais, motivos, etc.
Ao final  fiz questão de pedir sua ajuda para a foto e o incentivei a seguir em frente com seus desenhos.
Para o desenho usei papel Filipaper Diplomata 120g/m2 , tinta caseira e aquarela Kuretake.





Fotos feitas no dia:




Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro

terça-feira, 20 de maio de 2014

O Portão

Quando estive em Paraibuna, semana passada, já tinha em mente desenhar o portão do Cemitério , famoso por causa da inscrição no seu topo.
Não há registros do idealizador da frase, apenas se sabe que está lá desde a criação do cemitério, no fim do século XIX.
A frase já serviu de inspiração para um documentário, premiado no Festival de Cinema de Gramado em 2000.
Outra curiosidade e lenda local é sobre uma estrela que existe no meio de um dos degraus de acesso à Capela do Cemitério - quem pisa nela não sobrevive mais que dois dias!
Histórias como essas é que me impulsionaram a voltar a Paraibuna para desenhar o famoso portão.
Gostei de conhecer o local, bem organizado e com a facilidade de ficar aberto ao público quase o dia  todo.
A Capela interna também é interessante para um  sketch ( desculpa pra voltar não falta ).
A cidade, vista do lado de cima do cemitério, também é muito bonita e , depois de desenhar o portão, entrei para o último desenho - uma vista parcial da cidade - que estará aqui em poucos dias.
Ah! Quase me esquecia de citar a frase famosa :
" NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS"
Podem me esperar por muito tempo, não tenham pressa!
O desenho foi feito em papel Filipaper Diplomata 120 g/m2 usando tinta caseira e aquarela Kuretake.
Quase não termino, porque começou a chover ( alguns borrões no desenho) e tive que procurar abrigo.
Contei com a ajuda e simpatia da D. Lourdes da Barraca da Ritinha que me cedeu mesa, cadeira e cobertura. Para minha sorte, a chuva não passou de uns poucos pingos e eu pude continuar meu solitário Sketchcrawl.



As fotos do local:





Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Igreja Matriz Paraibuna


Continuando a maratona por Paraibuna...
A Igreja Matriz é dedicada a Santo Antônio.
Construção iniciada em 1872 em taipa de pilão foi inaugurada em 1886.
A torre que hoje se ergue em seu frontal teve iniciada sua construção por volta de 1904. 
Em seu estilo original de construção ela permaneceu até por volta de 1954, quando teve início uma reforma geral e o templo teve alteradas, entre outras coisas, as janelas laterais (anteriormente em madeira), as duas portas laterais da frente do prédio, que não existem mais, e a torre que teve retirada a divisão de seu primeiro arco. 
Curiosos também são os signos do zodíaco ao redor do seu relógio.
Quanto à parte interna da Igreja Matriz, foi retratada em esplendor, precisamente no teto da Igreja, por meio das pinturas, a vida do Patrono da cidade. Pintura que é uma verdadeira obra-prima, feita pelo pintor Álvaro Pereira.
( Fonte : Prefeitura de Paraibuna )
Este foi o primeiro desenho feito naquele dia. As árvores da pracinha dificultaram a visão ampla da fachada, então optei por retratar só a parte da torre.
O desenho foi feito com tinta caseira, aquarela Kuretake sobre papel Filipaper Diplomata 120 g/m2.






Fotos feitas no dia:




Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro




domingo, 18 de maio de 2014

Semana de Maratona Paraibuna

Como naqueles canais de TV , esta semana terá muita Paraibuna no blog, uma verdadeira maratona!
Ainda um desenho feito na semana ( dia 13 ) que não foi publicado.
Agora é a vez da "Bica".
De acordo com o historiador Célio de Abreu, o Largo da Bica é o exato lugar do início do primitivo aglomerado urbano de Paraibuna, o ponto principal, pois era, e é, a água que provê a vida de homens e animais.
O local desta fonte, popularmente denominada Bica, conjuntamente com o Mercado, a Igreja da Matriz, a Igreja do Rosário e o Cemitério, são os cinco principais marcos históricos da cidade.
Fiz o desenho logo depois da parada para o almoço. Demorei um pouco mais por conta dos detalhes nos azulejos, mas, ao final, gostei do resultado.
No centro da parede tem um brasão de armas da cidade e com a data de sua fundação: 13 de junho de 1666.
No próximo mês haverá festividades para comemoração de mais um aniversário da cidade.
Usei papel Filipaper Diplomata 120 g/m2 , tinta caseira e aquarela Kuretake.




Algumas fotos do local:

A versão ainda sem a aquarela





A versão final , com aquarela:




Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro

sábado, 17 de maio de 2014

Paraibuna - 2

Como ainda tenho desenhos inéditos que fiz em Paraibuna, aproveito o dia para expor mais um.
Desta vez um casarão colonial  que domina a Praça Canuto do Val, também conhecida pelo povo de Paraibuna como sendo o "Largo da Bomba".
Não sei  nada sobre sua história, apesar de tentar encontrar algo nas pesquisas pela internet.
É provável que tenha sido construído no auge do ciclo do café ( 1830-1870) por algum fazendeiro da região.
O desenho foi construído sobre papel Filipaper Diplomata 120g/m2, extrato de nogueira e aquarela Kuretake.



Fotos  e curiosidades de Paraibuna:


Antigo desenho de Benedito Siqueira e Silva , músico, farmaceutico e artista da cidade.



Mapa turístico do centro de  Paraibuna





Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro



terça-feira, 13 de maio de 2014

Parahybvna

Depois de  percorrer 32 km a partir de São José dos Campos pela Rod. dos Tamoios (agora duplicada) entrei na cidade de Paraibuna.
Fui conhecer um pouco mais do local e desenhar seu patrimônio histórico.
Visitei a Fundação Cultural, ao lado da igreja matriz, onde fui recebido pelo atencioso Gustavo que fez questão de mostrar  as salas, os eventos programados e indicar alguns locais pitorescos e interessantes para desenhar.
O tempo ajudou. Com sol e pouco calor, passei um dia muito agradável e proveitoso - 4 sketches ao final da tarde.
Ainda faltaram muitos locais para desenhar, por exemplo, o famoso portão do cemitério. Uma nova visita já está nos planos para as próximas semanas.
Vou, aos poucos, publicar aqui os desenhos e informações culturais sobre os locais.
Começo pelo último desenho. Um detalhe da tôrre da Igreja N.S. do Rosário, que faz um belo conjunto arquitetônico com o prédio da Santa Casa de Misericórdia do Divino Esp.Santo.
As cores azul e branco chamam a atenção do conjunto situado na Rua Major Soares.
A igreja teve sua pedra fundamental lançada em 1841 e somente 30 anos depois, em 1871, foi celebrada a primeira missa solene.

O desenho foi feito em papel Filipaper Diplomata 120g/m2 com tinta caseira, aquarela Kuretake e retoques de lápis aquarelável.



Algumas fotos do local:





Fotos © 2014 Murilo Sergio Romeiro